Espaço escuro,
imenso,
indeterminado,
que todos chamam de céu
que até então, eu o desconhecia
me ouso chamar de finito
este manto estampado
de lua,
de olhares
que param na mais brilhante das estrelas
O deleite da procura
tão longíqua e profunda,
uma viva presença
do presente destino
à procura, à espera
que me encanta toda noite
Canto a madrugada
e vou recortando
um pedaço deste véu
que te cobre
Manto estampado
de olhares e de sonhos
sábado, 29 de agosto de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
coração fértil
Não plantei a saudade
derrepente ela apareceu
nasceu junto com o amor
foi a vontade de cuidar
e ter no meu jardim
a mais bela flor
quis ver o desabrochar
os meus olhos de jardineiro
então sentei no canteiro
por que sabia esperar...
derrepente ela apareceu
nasceu junto com o amor
foi a vontade de cuidar
e ter no meu jardim
a mais bela flor
quis ver o desabrochar
os meus olhos de jardineiro
então sentei no canteiro
por que sabia esperar...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
Urrando!
A fome grita
mais uma criança chora
a fome antes roncava
e a criança dormia,
a fome sempre matou
a criança dizia
que sentia medo
e o medo era da fome
da fome que papa
fome, é bicho- papão
a fome que a criança não pode matar
matou a criança
a fome com dentes afiados do mundo
e a criança com ilusão
mais uma criança chora
a fome antes roncava
e a criança dormia,
a fome sempre matou
a criança dizia
que sentia medo
e o medo era da fome
da fome que papa
fome, é bicho- papão
a fome que a criança não pode matar
matou a criança
a fome com dentes afiados do mundo
e a criança com ilusão
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Dívida
O destino nos dar
Nos leva ao encontro
Marca o caminho
directo ao acaso
Faz acontecer,
nos faz acreditar
Depois ele cobra
um preço bem alto
E de novo ele vem
afanar nossas vidas
Nos leva ao encontro
Marca o caminho
directo ao acaso
Faz acontecer,
nos faz acreditar
Depois ele cobra
um preço bem alto
E de novo ele vem
afanar nossas vidas
O olhar da noite
Noite bandida,
calada, astuta
cautelosa estuda
o brilho, uma lua
Um uivo acomodado
que corta seu corpo
cansada da queda
No olhar um preparo
que já vai se desbotando
o seu preto, o céu manto
sua inocência, sua culpa
O canto do galo
amargo, abalado
anuncia uma fuga
E de novo ela se vai
para o outro lado,
mas não pensa em parar
calada, astuta
cautelosa estuda
o brilho, uma lua
Um uivo acomodado
que corta seu corpo
cansada da queda
No olhar um preparo
que já vai se desbotando
o seu preto, o céu manto
sua inocência, sua culpa
O canto do galo
amargo, abalado
anuncia uma fuga
E de novo ela se vai
para o outro lado,
mas não pensa em parar
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